
As duas horas e cinco da manhã meu mundo acabará.
E logo, logo serei apenas um poema que ficou no ar.
Que foi escrito cedo demais,
E logo envelheceu com o tempo e com o abafado de um livro.
No qual estava, em um pedaço de papel rasgado,
Guardado dividindo duas páginas.
Que sem edição virou um rastro de poeta.
Que logo se tornou um momento irracional.
Sem ter tempo de ser levado pelo vento...
Nem parar em alguma esquina, atirado ao chão.
Dentro do livro ficou, e ali faleceu!
Não foi bem aproveitado enquanto pode.
Esquecido no meio das páginas, sem ser copiado, nem recriado.
Sem poder dar origem a outros poeminhas.
Mesmo que escritos em pedacinhos de papéis amassados,
Seriam sempre o resultado de um poema em solidão...
Um poema deixado ao alento do livro.
Que foi seu único companheiro!
Que jamais esqueceu dele...mas que mesmo lembrando,
Não podia comunicar ao "grande" ser...
Que ele estava ali guardado....
Apenas esperando ser lido novamente,
Antes de duas horas e cinco da manhã!
Maísa Haddad
Hum...
ResponderExcluirQue bonito Maísa. Alma poética. Adoro essas inspirações assim de repente. hihi...
Gostei mesmo. Como disse procê, bem escrito, coerente e melancólico...boa combinação considero eu...hihi!
bjo
Own' Obrigada Stefane. Realmente, essas inspirações são as melhores!
ResponderExcluirÉ tão bom ler algo bem escrito, que tenha vida.
ResponderExcluirParabéns, Maísa!
Obrigada Bruno! Eu tento escrever!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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